May
12
Despojo-me sobre a minha carcaça
na lama que sinto na barra da calça
Quando tudo vi e nada pude fazer
E quando esqueci do não amor…
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É a mecânica pequena do não
Quando não entendo o que ser
Eu apenas sou, pois porque devo
E grato levo ao relento a morte,
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Sobre a minha carcaça
Quando tudo senti e soube
Meu lugar não era ali,
Não era perdido e pequeno…
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A força não era de olhos pequenos,
Queria, altivo, olhares amenos,
Amêndoas, belíssimos ornamentos…
Cuja presença é um templo.
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E ali, antes de tudo Sou,
No canto da vida, espremido
à espreita, à espera. Restou
na sarjeta, aquele ser decaído