Da eterna saga da humanidade no ônibus
Aquela veia se comprime de novo,
Vejo todo povo zumbizando sempiterno
aqueles pobres diabos hodiernos
Sempre vestidos de si mesmos,
Sobrepostos de si mesmos,
Marcados de si mesmos,
Revistos de si mesmos,
Observados de si mesmos,
Completos de si mesmo,
Cheios de si mesmos!
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Os regojitados Vômitos de alguém
O carcaças perambulando sobre um chão
Inadequado do poder particular
E municipal. Um micro macro cosmo
De seres minúsculos espirituais…
A sombra é repleta de monstros,
Cobras, ratos, aranhas, escaravelhos,
Mofos e seres mais velhos
Que os acestrais de meus ancestrais,
Todos são, todos pensando que são
Mais que alguma coisa, que coisa, que nada….
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Vejo aquele mesmo povo,
Por indefinição será eterno,
Vejo sempre zumbi vivo
Num mundo que consome
as energias e, esquivos,
Aceitam, pacíficos, condição pior que de servo.
Amontoados como se alimento fossem
Para algum cíclope, direto no prato…
E me pego pensando, se nos campos de Zeus
Há comércios de latas de homens,
Como nas mercearias temos latas de sardinhas,
Só que muda a embalagem,
O que aqui temos pequeno e torto,
Lá é um grande toldo, a que aqui se chama ônibus.