Indesejáveis

Ah, quem se importa?

Apr 21

Da eterna saga da humanidade no ônibus

Aquela veia se comprime de novo,

Vejo todo povo zumbizando sempiterno

aqueles pobres diabos hodiernos

Sempre vestidos de si mesmos,

Sobrepostos de si mesmos,

Marcados de si mesmos,

Revistos de si mesmos,

Observados de si mesmos,

Completos de si mesmo,

Cheios de si mesmos!

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Os regojitados Vômitos de alguém

O carcaças perambulando sobre um chão

Inadequado do poder particular

E municipal. Um micro macro cosmo

De seres minúsculos espirituais…

A sombra é repleta de monstros,

Cobras, ratos, aranhas, escaravelhos,

Mofos e seres mais velhos

Que os acestrais de meus ancestrais,

Todos são, todos pensando que são

Mais que alguma coisa, que coisa, que nada….

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Vejo aquele mesmo povo,

Por indefinição será eterno,

Vejo sempre zumbi vivo

Num mundo que consome

as energias e, esquivos,

Aceitam, pacíficos, condição pior que de servo.

Amontoados como se alimento fossem

Para algum cíclope, direto no prato…

E me pego pensando, se nos campos de Zeus

Há comércios de latas de homens,

Como nas mercearias temos latas de sardinhas,

Só que muda a embalagem,

O que aqui temos pequeno e torto,

Lá é um grande toldo, a que aqui se chama ônibus.