Melise
A coceira dói
No meu coração que se destrói
Desfacelado de longe,
De meio lado e soslaio,
Quando teu sorriso moldo farol.
E não entendo os toténs
Não tenho aspecto algum de monge,
A sigo como Ulisses
Seguia seu destino,
Num mar impetuso e ferino , Com a certeza da recompensa,
Dos deuses a um humilde peregrino.
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Sei que é um sol,
Um asilo para as minhas mágoas
Que me livram simples do Sheol,
E que me afaga e reconforta
na esperança de entender
Na esperança de ser
Ser e entender
O porque de tudo isto
E que me inventem teletransportes
Agora eu ligo. Quero,
Exijo, Cientistas, homens divinos,
Por que tão lentos?
Eu, poeta, na distância,
Me aflijo!
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A coceira irrequieta
Pulsa nas minhas veias,
Minha vagarosa ginga,
Não a trás, eu não tenho
Prata, ouro, reais ou Xelins,
Mas a quero pra mim.
E este comichão,
Ah, este maldito comilão
Aqui do meu espírito,
Se alimenta de amor,
Deste fogo inexorável
Do amor distante que me aflige.