Indesejáveis

Ah, quem se importa?

Feb 13

Melise

A coceira dói

No meu coração que se destrói

Desfacelado de longe,

De meio lado e soslaio,

Quando teu sorriso moldo farol.

E não entendo os toténs

Não tenho aspecto algum de monge,

A sigo como Ulisses

Seguia seu destino,

Num mar impetuso e ferino , Com a certeza da recompensa,

Dos deuses a um humilde peregrino.

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Sei que é um sol,

Um asilo para as minhas mágoas

Que me livram simples do Sheol,

E que me afaga e reconforta

na esperança de entender

Na esperança de ser

Ser e entender

O porque de tudo isto

E que me inventem teletransportes

Agora eu ligo. Quero,

Exijo, Cientistas, homens divinos,

Por que tão lentos?

Eu, poeta, na distância,

Me aflijo!

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A coceira irrequieta

Pulsa nas minhas veias,

Minha vagarosa ginga,

Não a trás, eu não tenho

Prata, ouro, reais ou Xelins,

Mas a quero pra mim.

E este comichão,

Ah, este maldito comilão

Aqui do meu espírito,

Se alimenta de amor,

Deste fogo inexorável

Do amor distante que me aflige.


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